sábado, 30 de outubro de 2010

Tem horas que nem o travesseiro ajudaria.

Que o aperto no peito dela vá embora, és uma moça encantadora que não merece tanta tristeza consigo. Ninguém poderá ajudá-la, vai ver que por esse motivo sente-se sozinha em meio a multidão, além de querer chorar todas suas tristezas e decepções, também sente a necessidade de gritar até que todos a ouvissem e tivessem a noção do que passa no seu interior.
Chega uma hora que enfiar o rosto no travesseiro já não adianta mais, para que servisse de alguma forma teria que andar por um bom tempo com o rosto coberto, daí não seria possível que os outros enxergassem o que ela passa e não teria mais a necessidade de fingir que tudo vai muito bem.


Ps: Bem que  a bela moça tenta parar de escrever sobre coisas tão tristes, porém não consegue, todas as tentativas são em vão.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sexta-feira.


  Hoje, quando ela pegou o ônibus com destino a sua casa, percebeu que infelizmente a sexta-feira havia chegado, lembrou-se o quanto o sábado e o domingo tornaram-se indesejados. Em meio aos pensamentos do que fazer para preencher o “vazio” do fim de semana, percebeu que outra coisa também tomava conta dos seus pensamentos, começou a pensar por sensações. Ouvia a voz dele bem pertinho do seu ouvido, sentia o calor do teu abraço e por fim sentiu o último beijo que deram.
  Quando a lágrima já estava pronta para lavar o seu rosto, felizmente o ponto chegou e ela desceu por alguns instantes tudo aquilo havia saído dos seus pensamentos, e a preocupação agora era prestar atenção ao atravessar a rua.




terça-feira, 19 de outubro de 2010

Difícil mesmo é arrancar a Saudade.

Saudade das conversas, da cumplicidade...
Saudade de quando tudo estava muito bem, obrigada!
Não é difícil entender que só é bom sentir saudades de algo que volte, que ainda estar ao alcance, e não apenas por meras lembranças...
Mas que agora só traz lamentações por uma felicidade que o vento soprou e levou embora.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Lembranças...


Naquele momento, lá estava ela, sentada na frente do computador, as malditas lembranças tomavam conta dos seus pensamentos a necessidade que tinha era de chorar e ao mesmo tempo gritar com o travesseiro enfiado no rosto para que ninguém a ouvisse. Já não sabia mais o que estava acontecendo com o seu surrado coração, já nem sabe mais o que há dentro dele.
Sabe que deveria aceitar a idéia de conhecer pessoas, sair para outros lugares, mesmo assim, às vezes pensa se é isso que precisa, será que ajudaria a ponto de que (mesmo que por alguns segundos) esquecesse da agonia que toma conta do seu ser?
Esquecer seria algo impossível, pois apesar do tempo e da recuperação que poderá vir a ter, ela sabe que levará para sempre com ela as lindas, maravilhosas, incríveis e fabulosas lembranças da época em que a felicidade havia se tornado sua sombra e fiel escudeira.