terça-feira, 28 de setembro de 2010

O telefone tocou.

Viajava na letra da música que ouvia, quando seu telefone tocou. Conversaram sobre diversas coisas, "trocaram confidencias", até comentou de um sonho que havia tido. De repente, a mensagem do dia anterior anterior foi lembrada...

- O que você quer falar comigo?
- Não vou falar nada por telefone, conversamos pessoalmente.
- Adiante, você sabe muito bem que não gosto dessas coisas.
- Já disse que não vou falar nada agora... vou adiantar, é sobre a gente.
-  A gente já conversou sobre isso, o que você falar para mim agora não vai mudar nada em nada. Não acha que pode ser tarde demais?
- Eu sei, meu intuito não é esse, sei que nada mudará sua decisão... mas se você não quiser saber, tudo bem, respeitarei!
- Você acha que uma saco de beijos e abraços valem mais do que a nossa amizade?
- Não, afinal, tudo começou de " uma amizade", não é mesmo?
- Então, é melhor deixar do jeito que está, possa até ser que com o tempo nos "reapaixone" novamente.
- Está certo, depois conversamos, é melhor ir terminar de comer, a comida vai ficar fria demais.
- Beijo gatinha, Tchau.

Terminada a ligação foi até o banheiro, lavou o rosto, desabafou e retocou a maquiagem, era o que lhe restava fazer.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

" O País da Felicidade."

O vôo estava do jeito que qualquer piloto gostaria que a sua aeronave  estivesse, com destino a felicidade, uma viagem permitida para poucos, passavam pelas mais belas nuvens. A viagem A viagem era de prioridade dos escolhidos, para os que já estavam desacreditados em que poderiam saber o que era amar no País da Felicidade.
Durante todo o percurso os passageiros viveram as mais belas experiências, os mais belos momentos, sorriam a toda hora, dividiram e viveram experiências positivas e negativas, havia momentos que choravam de emoção, saudade, raiva, medo, mas quando lembravam que estavam ao lado de quem queria, tudo voltava ao lugar.
Naquela etapa da viagem já estavam a dois mil pés do destino, quando, aos poucos, começaram a aparecer sinais de turbulências, porém nada aparentemente sairia do lugar, como não era possível aquele país apenas por aparência a viagem começou a tornar-se improvável chegar "com tudo no lugar". O desespero era visível em meio a tripulação, será que teriam que abrir mão daquela viagem para trocar o destino e seguirem sozinhos?
Pois é, optaram na "separação" da tripulação, era preciso preservar o bem-estar entre os mesmos. A decisão não era bem vista por todos, mas como era preciso escolher entre ter (mesmo que não fosse o bastante) e não ter (aquilo que queriam), era melhor ficar no meio a meio.
A fisionomia do piloto mudara, a preocupação passara a ser uma característica adquirida, tudo  havia saído do seu controle, não tinha mais nada a fazer, a não ser lamentar-se por não conseguir proporcionar a satisfação dos seu passageiros.
Foi necessário interromper aquela história, interrompendo preservaria um provável retorno da viagem. Os passageiros perceberam que o País da felicidade era um destino encontrado para poucos, quem sabe em um outro momento iria haver um reencontro entre eles, e aí sim poderiam retomar a viagem e chegar juntos ao destino esperado.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

As coisas não deveram sair do controle, tudo deveria permanecer em seu devido lugar, o mundo deveria se adaptar de acordo com as situações, a dor, o desespero, o medo, a tristeza, a decepção, deveriam ser banidos definitivamente do mundo que cada ser tem dentro de si. O amor até poderia existir, mas nunca deveria distanciar-se da paixão, pois a partir dela (a paixão) que é permitido que duas pessoas independente de sexo, cor ou classe social, tornem-se amantes e que fosse permitido reapaixonar-se a cada dia.
Nada acontece da forma como é esperada, sempre a uma pedra no meio do caminho para provocar aquela velha topada, não demora muito para perceber que cabe ao ser humano adaptar-se ao mundo e tentar sobreviver em meio a tanta decepção.