sexta-feira, 11 de março de 2011

Descanse em Paz.

O que tem demais entrar em uma sala de hospital? Que medo é esse menina? Letícia não sabe explicar o porque desse pavor, só sabe que é difícil pra ela ter que lhe dá com uma situação dessas. Agora ela sabe o quanto custa sentir isso, quando ver que não há mais tempo de despedidas, quando desperdiçou a única maneira que tinha que olhar mais uma vez para uma pessoa tão querida. Letícia costuma dizer que gosta de guardar com ela somente lembranças boas das pessoas queridas que já se foram, por isso não tem coragem de 'enfrentar' um velório.
Claro, agora ela já sabe o motivo dessa brisa que de vez em quando entra pela janela do seu quarto balançando seus cabelos, é um anjo que se despede, sim um anjo, é assim que devemos considerar uma pessoa que fez tanto bem ao próximo. A pessoa que nunca exitou em abrir seus braços e acolher com aquele abraço tão cativante agora está à caminho de um lugar bem melhor que aqui, lá não tem sofrimentos nem pessoas ruins, lá tem flores para que sinta-se 'mais em casa', tem os anjos como companhia e Deus como guia.
Essa é a forma que Letícia encontrou para se despedir e ao mesmo tempo se desculpar da "Bodinha" de Lucas e a "Tia Roxa" dela, por ter deixado esse medo imbecil tomar conta dela e deixá-la sem seu abraço tão tanquilizante. 
Pensando bem, para que abraço? Letícia acaba de sentir mais uma vez que você está por perto, sabe como? Pela brisa que entra e sai do seu quarto.

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